Breve História da Astrologia

Após uma época de grande cepticismo em que o pensamento racional e científico dominava, a Astrologia encontra-se novamente numa fase de grande expansão devido à mudança de consciência potenciada pela proximidade da Era de Aquário.
Como tal, têm vindo a ser criadas inúmeras escolas e associações de astrologia um pouco por todo o mundo.

A Astrologia apresenta-se cada vez mais alinhada com a técnica: informática, psicologia, coaching, astronomia, medicina.

Nos Primórdios…

Observatórios Astronómicos

O Homem observava o Sol, a Lua e as Estrelas… e projectava nos astros qualidades psíquicas e emoções que lhe eram familiares.
Ao mesmo tempo, introduzia na sua vida o movimento cíclico cosmológico em forma de calendários.

Na Antiguidade foram erigidos inúmeros monumentos cuja função principal consistia em observar equinócios e eclipses.

Pirâmide AstecaZigurate SumérioStonehenge, Megalítos

 

Antigo Egipto

A partir de 4500 AC Hermes Trismegisto estabelece o conhecimento iniciático e filosófico, reunido em sete princípios, “A Tábua de Esmeralda”, nos quais afirmava uma correspondência entre o cosmos e o homem.
Como se manifesta “em cima” (no firmamento) assim se revelará “em baixo” (Na Terra).

Hermes Trismegisto

Alguns anos antes, Pitágoras concebia uma nova filosofia com base astrológica: uma ciência numérica.
Os seus cálculos são ainda utilizados e definem os aspectos planetários utilizados pelos astrólogos contemporâneos.

Pitágoras

Alexandre Magno

A introdução da Astrologia na Grécia ocorreu após a conquista da Mesopotâmia por Alexandre, o Grande, em 331 A.C.

Astrólogos caldeus foram enviados a Atenas com o intuito de fundarem uma escola de Astrologia.
Encontraram um terreno fértil para sua divulgação, já que entre os filósofos da época era grande o interesse pelo estudo da correlação entre os astros e seus movimentos, em relação à vida dos homens.

A Astrologia democratiza-se e passa a ser de acesso livre a todos e não apenas a governantes ou iniciados.

250 ac: Após a decadência da Grécia, o mundo cultural desloca-se para Alexandria (Egipto), onde são criadas inúmeras escolas para o estudo da astrologia.

Alexandre, o Grande

Ptolomeu

Ptolomeu nasceu na cidade de Ptolemais no antigo Egito, e viveu em Alexandria, por volta de 100 – 178 DC.
Foi acima de tudo um grande estudioso nas áreas da Matemática, Astronomia, Geografia, Cartografia e Astrologia.


Ptolomeu

Autor da obra de Astrologia mais importante da época, o Tetrabiblos (Quatro Livros), reuniu ensinamentos recolhidos pelos seus predecessores da Grécia, Babilónia e Egipto.

Esta obra é ainda hoje considerada a base fundamental para os conhecimentos astrológicos e engloba todas as noções essenciais da Astrologia.

Após a divisão do Império Romano em Oriental e Ocidental (395 D.C.) medidas duras foram tomadas contra os astrólogos que foram obrigados a refugiar-se no oriente, mais precisamente na Pérsia, onde promoveram o contacto da astrologia com diferentes povos, especialmente de origem árabe, já que com a queda do Império Romano, a astrologia passou a ser vista como mera superstição.

Por volta do ano 1000, a Europa assiste a um “renascimento” cultural e humanista que favorece novamente o florescimento astrológico.
Os astrólogos cristãos substituem os Árabes e popularizaram a Astrologia através de “Almanaques de Sementeiras” e do Horóscopo Diário.


Heliocentrismo

Copérnico, Galileu, Kepler

1473 – 1543: Copérnico proclamou que tanto a Terra como os outros planetas giravam em torno do sol.

1564 – 1641: Galileu deu forma definitiva ao telescópio desenvolvendo o estudo dos planetas e fazendo interpretações astrológicas.

1571 – 1630: Kepler, o ultimo investigador astrológico da idade moderna, estabeleceu a teoria dos Aspectos Planetários.

Iluminismo

A esta ruptura paradigmática convencionou chamar-se “Modernidade”

Verifica-se a partir da ascensão do pensamento filosófico e científico, em meados do século XVI, uma mudança acerca da funcionalidade da ciência e do lugar do indivíduo no mundo.
Essa alteração só foi possível através da expansão do Iluminismo, tendo como marco histórico a Revolução Francesa.

Consequências:

  • A decadência do pensamento clerical;
  • O racionalismo como propulsor do saber;
  • O indivíduo como o centro do conhecimento universal.

Os pensadores/ precursores do iluminismo: RenÉ Descartes, Francis Bacon, John Locke e Isaac Newton

Idade Contemporânea

Séc. XVIII – XIX: A Astrologia Humanista sobreviveu de forma clandestina às novas correntes filosóficas racionalistas e materialistas.

Séc. XX: As teorias de Einstein sobre o átomo como componente do Homem e das estrelas, assim como as de Freud, que valoriza a importância do inconsciente humano, permitem à Astrologia assumir uma posição diferente, menos mística e “fatalísta”, mas antes, transpessoal, evolutiva e preconizadora do Livre Arbítrio, do auto conhecimento e do desenvolvimento pessoal, mais integrada com os novos paradigmas e com a consciência vigente.

Einstein, 1921

 

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