Álbuns de Família ou a Identidade Ancestral

O ruir de castelos distantes ecoa através de várias gerações.
Dos seus amores e desamores, alegrias e decepções, expectativas e frustrações.
Habitam em mim partículas invisíveis, memória genética manifestada como um código particular.
Quem sou? De onde vim?
Quem eram aqueles que, no passado, trilharam os seus caminhos, fazendo escolhas, até mim?
E agora, a minha origem ancestral é indissociável à identidade que busco.
Todos ligados, como um puzzle indivisível que ultrapassa raças e fronteiras, cultura e geografia.
Nomes, datas e papéis que acumulo e organizo, com o carinho de quem conhece as vossas histórias para poder escrever a sua.
O fio condutor das memórias, tão frágil como um equivoco ou um episódio por contar.
Talvez um resquício de Verdade subsista ao nevoeiro do tempo.
Talvez eu consiga encontrá-la, nos álbuns de fotografias.
 

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